Networking em tempos de pandemia

Ao longo do tempo criamos laços com as pessoas e também com marcas e instituições. Os relacionamentos são bases para a vida pessoal e, no trabalho, não poderia ser diferente. Por meio desses relacionamentos vamos construindo nossa trajetória, incorporando aprendizados e vivências, colecionando experiências, amizades e até mesmo desafetos. A rede de relacionamentos nos auxilia em momentos de crise, especialmente naqueles em que estamos buscando soluções para problemas aparentemente difíceis ou insolúveis. Mas como manter nosso networking atualizado justamente agora em que estamos, a maioria de nós, isolados, em home office, por conta da pandemia ou em casa, desempregados?

Antes de mais nada, deixe seu perfil no LinkedIn atualizado – a rede funciona como uma vitrine profissional e é importante manter bons contatos. Agora é o momento de reforçar os contatos antigos e criar novos. Esteja presente na vida desses contatos, por meio de mensagens ou postagens com indicações de links para matérias de interesse comum. Curta, parabenize, comente nos posts dos contatos, sempre de forma agradável, sem criar polêmicas.

Neste momento, a empatia é fundamental e é hora de demonstrá-la: pergunte aos amigos e aos clientes como estão passando, se estão precisando de apoio. Ligue ou mande mensagens de WhatsApp, sempre tomando cuidado para não ser invasivo demais. Esqueça as mensagens de bom dia às 6h da manhã ou de boa noite às 23h – há quem durma tarde e outros que dormem mais cedo. Portanto, envie mensagens preferencialmente das 9h às 20h, a não ser que você conheça os hábitos da pessoa e esteja acostumado a conversar com ela em horários alternativos. 

O WhatsApp é uma ferramenta genial: ela nos permite estar próximo de amigos, colegas de trabalho e parentes, mesmo aqueles fisicamente distantes. Porém, seu uso excessivo cansa e atrapalha quem está trabalhando ou se recuperando de uma doença, ou preocupado, buscando uma recolocação. Evite mensagens excessivas com piadas, memes e vídeos longos. Eles são ótimos para relaxar, mas quando enviados em excesso atrapalham e desviam a atenção. Portanto, o bom senso é fundamental. 

Gentileza gera gentileza: não custa nada dividir contatos com colegas, mesmo aqueles que você demorou dias ou semanas para obter. Não é o momento de guardar informações úteis como se fossem pedras preciosas. Na esfera residencial (que nesse momento se confunde com a profissional), se oferecer para fazer as compras dos vizinhos que estejam com dificuldades em sair na rua, se colocar disponível para pequenos gestos como emprestar livros, levar um pedaço de bolo para sua vizinha de porta (se possível coloque máscara para falar com ela – é sinal de cuidado com a saúde alheia) ou indicar filmes de streaming são ações bem-vindas. Pequenas gentilezas geram sentimentos positivos, tudo o que necessitamos no momento presente. E quando nos lembramos com carinho de alguém, essa pessoa estará sempre em nosso radar. 

No início da pandemia as lives viraram uma febre e no meio do ano passado, elas entediaram muitas pessoas, que deixaram de assisti-las. Hoje, passado um ano de isolamento, elas voltam de forma mais assertiva, isto é, não se fazem mais lives com assuntos irrelevantes e enfadonhos. Assista algumas delas, mesmo que sejam em áreas diferentes daquelas que você atua, pois muitas vezes novos conteúdos podem gerar insights. Se convidado para uma live, não se furte a participar. Se tiver dificuldades, faça um pequeno roteiro do que irá falar e, se preferir, treine um pouco e grave em vídeo no celular. Assista-o para ver como você se sai e tente melhorar os pontos que considera fracos. 

Agora é o momento de você divulgar seu trabalho nas redes sociais. Faça isso compartilhando ideias e opiniões profissionais, sempre com textos curtos, claros e objetivos. Esqueça os textos longos demais, filosóficos, com conceitos complexos. Siga nas redes aqueles profissionais que você admira. Ouça podcasts, assista palestras, participe de simpósios virtuais. Informe-se!

Quando não souber como agir em relação aos demais – sejam colegas de trabalho, amigos ou parentes, pense em como você gostaria de ser abordado. Ou melhor, como NÃO gostaria de ser tratado. Lembre-se, tudo hoje é uma questão de empatia, de se colocar no lugar do outro, de tentar compreender como o outro está se sentindo e tentar minimizar o sofrimento. Porque todos nós, num menor ou maior grau estamos sofrendo e assim sairemos desses momentos inquietantes mais unidos, colaborativos e evoluídos. E, quem sabe, com uma nova e interessante colocação no mercado.  

Por: Marta De Divitiis

Autor

Compartilhe