Dicas para criar sua própria marca de moda

Para criar uma marca de moda não basta apenas a vontade, é necessário, antes de tudo, um trabalho exaustivo e minucioso. Esse trabalho que antecede a abertura é garantia para minimizar possíveis falhas que se não levadas em consideração, podem levar à falência do negócio. Abaixo vamos elencar todas as providências que devem ser tomadas.

Tenha em mente o que você vai querer: que tipo de público você quer atingir, com qual tipo de peças. Moda casual, sportwear, loungewear, underwear, calçados e bolsas, moda infantil, feminina ou masculina, bijuterias ou joias. O universo fashion é imenso e pode ser explorado em vários nichos. 

Veja qual público você quer atingir (gênero/agênero, classe social e faixa etária) e estude seus hábitos. Se informe sobre quais mídias sociais ele costuma frequentar, quais seus desejos e hábitos. Quais as manias e até mesmo seus defeitos, se for possível. 

Sabendo o que você vai querer produzir e para quem, é hora de ir à luta: conhecer o mercado. Seus concorrentes, para iniciar. Visite seu site e mídias sociais, se houver lojas físicas, visite-as para saber o modus operandi deles. Observe os pontos fortes e fracos. Veja o que o público consumidor tem a falar sobre eles. O que você, se fosse consumidor daquela marca, gostaria de ver. 

Paralelamente informe-se fazendo cursos, assistindo palestras, lives e lendo livros e artigos. Uma providência essencial é você entrar em contato com o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Eles podem auxiliar em todas as etapas do desenvolvimento de uma marca. Isso porque o ideal, especialmente para aqueles que não contam com experiência prévia, é iniciar com uma empresa pequena e, aos poucos ir ganhando corpo até chegar, se for o caso, a uma grande e consolidada marca. 

Diferenciação e garantias legais

Sabendo já quais são os desejos e necessidades de seu cliente em potencial, é hora de buscar os diferenciais. Comercializar as mesmas peças que seus concorrentes só fará de sua empresa “mais uma”, que irá buscar ganhar o cliente pelo preço, barateando-o. Não. Busque como fazer algo diferente, que ninguém fez ainda e que muitas vezes o consumidor nem tem consciência de que necessita. Isso pode ser tanto no produto a ser comercializado como na forma como irá faze-lo. E não se esqueça que qualidade é essencial nesse nicho de mercado. Os produtos confeccionados devem ter matéria-prima de primeira para garantir a durabilidade. 

Para abrir uma empresa no Brasil há muita burocracia e quem é leigo corre o risco de se embaralhar em normas, regras e leis. Para evitar isso, que pode prejudicar a empresa lá na frente, busque auxílio profissional (e aqui o Sebrae pode te auxiliar novamente), de advogados e escritórios de contabilidade (ou contadores de confiança e experientes). 

Escolha qual será sua plataforma de vendas. Loja física multimarcas? Direto ao consumidor por meio de e-commerce? Mídias sociais? No primeiro caso vale dizer que existem no mercado marketplaces especializados em moda e que fazem o link entre a confecção e os compradores de atacado. Informe-se a respeito, estude seus prós e contras. Se possível, entre em contato com empresas que utilizam esses serviços e veja o que eles têm a dizer. Veja qual seria a logística mais viável e econômica na hora de entregar seus produtos. Saiba que mesmo que seja um item extremamente necessário para o público alvo, a demora na entrega (no caso do e-commerce) e políticas de devolução nebulosas podem colocar todo o negócio abaixo. 

Investimento na medida certa

Nessa altura do campeonato você já percebeu que há a necessidade de se investir inicialmente. Calcule com o auxílio de um profissional o quanto será necessário para começar sabendo que uma empresa não começa a oferecer lucros imediatamente. Tenha o suficiente para enfrentar os primeiros meses (ou anos), tornando a investir dentro da empresa. O capital necessário poderá ser obtido via banco, fundos de investimento ou mesmo encontrar um sócio investidor. 

De posse do dinheiro, do conhecimento de quem será seu público alvo, quais itens irá produzir, o próximo passo (ou passo paralelo) é a identidade de marca e aqui mais um profissional, o voltado para o design poderá te auxiliar. A escolha das cores, do logo, das letras do visual da marca é importante porque vai resumir sua marca. O interessante é que o consumidor ao ver a loja ou site, ou suas mídias sociais, se identifique com a marca de forma positiva. 

Até um tempo atrás havia a possibilidade de se valer somente de vendas físicas. Hoje isso não existe mais. As marcas NECESSITAM estar presentes no universo virtual. Assim é preciso que sua presença digital seja assertiva. O site deve ser fácil de navegar, rápido e bastante claro quanto aos produtos. As fotos dos itens devem ser meticulosas e, para tanto, é preciso investir em fotógrafos profissionais, especializados. Esqueça as fotos de celular feitas por qualquer um. Boas fotos são meio caminho andado. Faça uma tabela de medidas para evitar compras devolvidas. E quanto à devolução, que seja uma política clara e fácil de entender. O mesmo vale para as mídias sociais que a empresa deve ter (Facebook, Twitter, Instagram, Youtube e talvez o Tik Tok). 

Sabendo de tudo isso, coloque mãos à obra em busca daquele sonho de ter uma marca de moda. Informe-se, invista e crie!

Por: Marta De Divitiis

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